<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8939805871034394634</id><updated>2012-02-21T19:55:55.823-02:00</updated><title type='text'>Florada</title><subtitle type='html'>"Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro..." [Clarice Lispector]</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://florada.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8939805871034394634/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://florada.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Maristela Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04248873560178917075</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-VWINk7OQRj0/TzbKD2ERtVI/AAAAAAAAAE4/ouKUVmAVnlo/s220/428673_332973663392238_100000388225424_1022779_1196866352_n.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>13</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8939805871034394634.post-3888937515147951291</id><published>2012-02-19T03:28:00.000-02:00</published><updated>2012-02-19T03:28:23.764-02:00</updated><title type='text'>Porque o carnaval não é mais como em outros carnavais</title><content type='html'>&lt;span style="font-size: small;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;h2 class="entry-title" style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Paulo Hebmüller / Jornal da USP&lt;/em&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div class="entry-content article" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="img alignright size-full wp-image-6703" style="width: 450px;"&gt; &lt;img alt="" height="250" src="http://www5.usp.br/wp-content/uploads/20120217_12.jpg" title="Carnaval na década de 30: marchinhas de Chiquinha Gonzaga, Noel Rosa, Sinhô e Pixinguinha | Foto: Arquivo de Ramon Brandão" width="450" /&gt;&lt;div class="legenda01"&gt;Carnaval na década de 30: marchinhas de Chiquinha Gonzaga, Noel Rosa, Sinhô e Pixinguinha | Foto: Arquivo de Ramon Brandão&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="entry-content article" style="text-align: justify;"&gt;Ninguém precisa atravessar o deserto do Saara, dizer à mamãe que quer mamar ou perguntar à jardineira por que ela está tão triste para saber que, nos próximos dias, o carnaval vai mobilizar milhões de pessoas de norte a sul do País e será tema onipresente na mídia, goste-se ou não dele. Tão inevitáveis quanto a transmissão dos desfiles das escolas de samba ou as repetidas explicações sobre as origens de blocos e outras manifestações tradicionais são os comentários nostálgicos dos que, como naquele comercial de TV sobre uma coleção de livros de fotografias, garantem que bons mesmo eram os carnavais de antigamente. Quiçá os do tempo em que as folias comandadas pelo adiposo Rei Momo eram referidas pelo garboso epíteto de “tríduo momesco”.&lt;/div&gt;&lt;div class="entry-content article" style="text-align: justify;"&gt;Nostalgia e saudosismo, entretanto, não cabem mais nesse cenário, aponta o professor Waldenyr Caldas, docente da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP e pesquisador de áreas como música e manifestações de massa. “O carnaval hoje é um produto da indústria cultural, como o futebol, a telenovela, o shopping center. Não somos nós que queremos isso. É o processo transformacional da sociedade que gera esse tipo de coisa”, diz o professor. Pode-se ser contra desumanidades e injustiças do capitalismo, afirma Caldas, mas é nele que navega a indústria cultural, e é em torno do capital e da compra e da venda – seja de produtos, ideias, imagens etc. – que giram as coisas.&lt;/div&gt;&lt;div class="entry-content article" style="text-align: justify;"&gt;Caldas localiza em meados da década de 1950 – no governo de Juscelino Kubitschek – o começo da transformação do carnaval em produto da indústria cultural. Pouco depois, durante a ditadura militar, o modelo das escolas de samba deixa de ser amador/profissional para se tornar exclusiva e irreversivelmente profissional. “Hoje as escolas são grandes empresas que trabalham o carnaval com objetivos mercantis. É importante o registro histórico, mas não tem sentido que ele se mantenha como uma coisa artesanal. Se tudo muda, por que o carnaval tem que continuar sendo aquela coisa tradicional?”, pergunta. Para o professor, não se pode imaginar que, na era digital, a festa fosse realizada como na primeira metade do século passado. Então, dê-lhe sambódromo, televisão, camarote de cervejaria, “celebridades” pagas para aparecer aqui ou ali, marketing, patrocínios, imagens e mais imagens.&lt;/div&gt;&lt;h2 class="entry-content article" style="text-align: justify;"&gt;Política no enredo&lt;/h2&gt;&lt;div class="entry-content article" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="img alignleft size-full wp-image-6704" style="width: 250px;"&gt; &lt;img alt="" height="250" src="http://www5.usp.br/wp-content/uploads/20120217_22.jpg" title="Caldas: a força da indústria cultural | Foto: Cecília Bastos" width="250" /&gt;&lt;div class="legenda01"&gt;Caldas: a força da indústria cultural | Foto: Cecília Bastos&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="entry-content article" style="text-align: justify;"&gt;A origem do carnaval brasileiro está no entrudo português, que incluía brincadeiras em que os participantes se atiravam ovos e tomates. Essa festa chega ao Brasil com algumas características semelhantes, mas a partir da vinda da família real ao Rio de Janeiro, em 1808, começa a passar por transformações. “Vai aparecendo uma coisa mais organizada, que não são exatamente blocos, mas brincadeiras que coincidiam com aquelas totalmente desconexas do entrudo”, diz Caldas.&lt;/div&gt;&lt;div class="entry-content article" style="text-align: justify;"&gt;Esse processo evolutivo ganha força durante a República Velha, no final do século 19 e primeiras décadas do século 20. É o período das marchinhas de Chiquinha Gonzaga e de compositores como Noel Rosa, Sinhô, Pixinguinha e João da Baiana. No Rio de Janeiro, surgem os blocos tanto nas regiões citadinas quanto nos morros. Nos dias de carnaval, esses blocos se encontravam e havia “confrontos” – não beligerantes, mas de celebração – da cultura popular vinda do morro com aquela dos moradores das classes médias. É dessa forma espontânea que nasce o carnaval.&lt;/div&gt;&lt;div class="entry-content article" style="text-align: justify;"&gt;O presidente Getúlio Vargas, especialmente no período do Estado Novo (1937-1945), institucionaliza o carnaval. “Ele percebe que isso seria politicamente interessante para ele, porque a festa já havia se tornado o principal produto da cultura lúdica da época, como a telenovela é na atualidade”, afirma Caldas. Com fins político-ideológicos, Getúlio coopta as escolas, que passam a receber ajuda governamental – apenas, porém, se os seus enredos fizessem a exaltação dos feitos oficiais. Não por acaso, é a época em que são compostos grandes sambas-exaltação, alguns populares até hoje, como Aquarela do Brasil, de Ary Barroso (de 1939).&lt;/div&gt;&lt;div class="entry-content article" style="text-align: justify;"&gt;Em O ano da morte de Ricardo Reis, José Saramago descreve o carnaval português de meados da década de 1930 e sublinha as diferenças que o marcavam em relação ao do Brasil. Saramago coloca Reis a observar o corso, o desfile de carros enfeitados: “Estes carros rangem, bamboleiam, pintalgados de figuras, e em cima deles há gente que ri e faz caretas, máscaras de feio e de bonito, atiram com parcimónia serpentinas ao público, saquinhos de milho e feijão que acertando aleijam, e o público retribui com um entusiasmo triste. (…) Ai como é diferente o carnaval em Portugal. Lá nas terras de além e de Cabral (…) desfilam os blocos dançando avenida abaixo, com vidrilhos que parecem diamantes, lantejoilas que fulgem como pedras preciosas, panos que talvez não sejam sedas e cetins mas cobrem e descobrem os corpos como se o fossem”, tudo ao som do “samba terramoto da alma”.&lt;/div&gt;&lt;h2 class="entry-content article" style="text-align: justify;"&gt;Dinheiro público&lt;/h2&gt;&lt;div class="entry-content article" style="text-align: justify;"&gt;O modelo de cooptação das escolas de samba pelo Estado passou por transformações, mas se mantém até hoje. Durante a ditadura militar (1964-1985), algumas escolas enfrentaram problemas por não querer prestar homenagem ao establishment e acabaram censuradas. Já no período da redemocratização houve o famoso episódio da alegoria do Cristo Redentor, proibido de aparecer como mendigo no desfile da Beija-Flor em 1989. O carro saiu mesmo assim, com a imagem coberta por uma lona preta e uma faixa com os dizeres: “Mesmo proibido, olhai por nós”.&lt;/div&gt;&lt;div class="entry-content article" style="text-align: justify;"&gt;As questões político-ideológicas sempre permearam o carnaval, considera o professor da ECA. A partir dos anos 50 há algumas concessões e aberturas que o próprio Vargas é obrigado a aceitar por conta de seu retorno como presidente eleito democraticamente. Mesmo com a censura, porém, nunca deixou de haver espaço para o escracho e para a crítica às questões políticas e sociais. O samba Lata d’água na cabeça é um exemplo claro, aponta Caldas. A letra (“Lata d’água na cabeça/ Lá vai Maria/ Sobe o morro e não se cansa/ pela mão leva a criança/ lá vai Maria/ Maria lava a roupa lá no alto/ Lutando pelo pão de cada dia/ Sonhando com a vida do asfalto/ Que acaba onde o morro principia”) tem um texto político fantástico que denuncia a miséria dos morros e o pouco caso do Estado em relação à periferia, considera o professor.&lt;/div&gt;&lt;div class="entry-content article" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="img alignright size-full wp-image-6705" style="width: 330px;"&gt; &lt;img alt="" height="190" src="http://www5.usp.br/wp-content/uploads/20120217_32.jpg" title="Foto: Wikimedia" width="330" /&gt;&lt;div class="legenda01"&gt;Foto: Wikimedia&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="entry-content article" style="text-align: justify;"&gt;As escolas também continuam recebendo recursos públicos. É comum que Estados ou regiões usem verba oficial para encomendar enredos exaltando belezas naturais ou episódios históricos. Para o professor, é um ato legítimo dos governos, que podem utilizar essas verbas da mesma forma que os recursos para publicidade na mídia. Patrocinados ou não, os enredos não se furtam a mostrar a exuberância da criatividade dos compositores e carnavalescos, que conseguem fazer sambas nos quais se misturam em poucas estrofes o antigo Egito com as cataratas do Iguaçu, tudo rimando com “Sapucaí” ou “nossa escola brilhando na avenida”.&lt;/div&gt;&lt;h2 class="entry-content article" style="text-align: justify;"&gt;Nada escapa&lt;/h2&gt;&lt;div class="entry-content article" style="text-align: justify;"&gt;As festas de rua nunca deixaram de existir. Houve períodos de baixa dos blocos, alguns desapareceram e outros foram criados, mas esse tipo de grupo se manteve. Nos últimos anos, especialmente no Rio de Janeiro, os blocos têm ressurgido com força e levado multidões às ruas, enquanto em São Paulo esse movimento também existe, mas vem enfrentando problemas (leia texto ao lado). Para Waldenyr Caldas, a nova força dos blocos inevitavelmente fará com que eles sejam “engolidos” pela força dos patrocínios e do marketing – se é que muitos já não o foram. “Nada escapa aos grandes olhos da indústria cultural”, diz o professor.&lt;/div&gt;&lt;div class="entry-content article" style="text-align: justify;"&gt;Por essa, entre tantas razões, defende Caldas, o saudosismo e a nostalgia não têm lugar quando se fala em carnaval e nas demais manifestações da indústria cultural – também no esporte. Em 1994, antes da Copa do Mundo dos Estados Unidos, a TV Bandeirantes reprisou na íntegra todos os jogos do Brasil na Copa de 1970 – afinal, eram 24 anos de jejum. Tostão, que retornava ao futebol como comentarista da Band, analisou os jogos e apontou alguns defeitos e problemas táticos e técnicos na seleção tricampeã no México. Foi uma espécie de autocrítica surpreendente a uma seleção – da qual ele mesmo fez parte – que a carência de títulos fazia sobreviver no imaginário como time perfeito. Vistos décadas depois, os jogos da Copa de 70 parecem futebol jogado em câmera lenta. O mesmo se pode dizer das disputas que marcaram a primeira geração do vôlei brasileiro a disputar títulos importantes, no início dos anos 80.&lt;/div&gt;&lt;div class="entry-content article" style="text-align: justify;"&gt;“As táticas, o preparo físico, a técnica, os uniformes, tudo mudou. No carnaval essa transformação também continua em curso. Em 2050 o carnaval não será o mesmo de hoje. Nada é estático”, compara Waldenyr Caldas. “Os românticos e nostálgicos gostam de dizer que o passado é que era bom. Mas o tempo bom é o tempo presente.”&lt;/div&gt;&lt;h2 class="entry-content article" style="text-align: justify;"&gt;Dificuldades para pôr o bloco na rua&lt;/h2&gt;&lt;div class="entry-content article" style="text-align: justify;"&gt;Enquanto a Prefeitura do Rio de Janeiro anuncia medidas para disciplinar os desfiles dos blocos de rua – estabelecendo horários e locais para que vários desfiles não juntem multidões ao mesmo tempo e aumentando o número de banheiros químicos para facilitar os alívios fisiológicos dos foliões –, em São Paulo as restrições impostas pelos órgãos públicos criam dificuldades para que esses grupos continuem mantendo vivas as tradições dos antigos carnavais.&lt;/div&gt;&lt;div class="entry-content article" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="img alignleft size-full wp-image-6711" style="width: 330px;"&gt; &lt;img alt="" height="190" src="http://www5.usp.br/wp-content/uploads/20120217_4b.jpg" title="Desfile de rua: luta para manter a irreverência do Carnaval de blocos | Foto: Guito Moreto" width="330" /&gt;&lt;div class="legenda01"&gt;Desfile de rua: luta para manter a irreverência do Carnaval de blocos | Foto: Guito Moreto&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="entry-content article" style="text-align: justify;"&gt;“Já ouvi de técnicos e políticos que São Paulo é uma cidade complexa e que não comporta mais esse tipo de coisa”, diz Rigomar Barbosa, o professor Manaus, um dos fundadores do Bantantã, que desde 1979 sai pelas ruas das imediações da USP – alunos, funcionários e professores da Universidade, por sinal, estão na origem do grupo. Que São Paulo é de fato uma cidade complexa ninguém discute, mas ainda assim ela segue abrigando megashows, grandes marchas que reúnem de religiosos a grupos GLBTT e, mais recentemente, até uma corrida de Fórmula Indy que interditou parte da Marginal Tietê em plena segunda-feira. “Não nos opomos, todos têm direito, e nós também. Nós só queremos brincar o carnaval na rua uma vez por ano”, afirma Barbosa.&lt;/div&gt;&lt;div class="entry-content article" style="text-align: justify;"&gt;Às dificuldades impostas pelos órgãos públicos – restrições de horário e de itinerário, proibição de venda de bebidas alcoólicas etc. – se juntam, em alguns casos, resistências dos próprios moradores. É o que aconteceu com o bloco Grande Família, criado há 30 anos no Itaim Bibi. “Ficamos lá por vários anos, mas o Itaim e a Vila Olímpia se transformaram drasticamente e acabamos sendo empurrados para fora, por iniciativas de associações de moradores”, conta Atílio Alves de Souza, fundador da agremiação e vice-presidente da Associação das Bandas e Blocos Carnavalescos de São Paulo (Abasp). Depois de sair alguns anos na Vila Madalena, o Grande Família passou por bairros como Tatuapé e Brooklin, e neste ano desfilou na avenida Engenheiro Caetano Álvares, na zona norte. “Fomos muito bem recebidos lá. Achamos que vamos crescer ali, que é uma comunidade de bairros mais carentes. Queremos inclusive fazer um trabalho social.”&lt;/div&gt;&lt;div class="entry-content article" style="text-align: justify;"&gt;Se em alguns locais, como a Vila Madalena, tem crescido o número de festas de rua no carnaval, em muitos bairros a situação é inversa. “Trabalhamos com cada vez mais dificuldade. O carnaval de rua está meio que morrendo”, diz Souza. O bloco já teve mais de 10 mil participantes, mas saiu neste ano, no primeiro sábado de fevereiro, com cerca de 500 pessoas. Também faltou a banda de sopros e metais para executar as marchinhas tradicionais. No trio elétrico, que acompanha os desfiles desde 1983, revezaram-se grupos que tocaram principalmente pagode, axé e sertanejo.&lt;/div&gt;&lt;div class="entry-content article" style="text-align: justify;"&gt;Poucos dias antes da saída do bloco, no dia 10 – depois do fechamento da edição do Jornal da USP –, o Bantantã ainda não tinha a autorização da Prefeitura. O mesmo ocorreu no ano passado, quando o desfile foi amparado por liminar na Justiça. Mas Rigomar Barbosa garantia que colocaria o bloco na rua. “Temos uma história bonita de lutas, que remete à época da redemocratização do País e é uma reminiscência cultural da antiga boêmia da Valdemar Ferreira”, diz o professor Manaus. “Mas é possível que o pessoal da Prefeitura esteja lá e sejamos surpreendidos por situações inesperadas. Não sei se vou ser preso e algemado por querer brincar o carnaval.”&lt;/div&gt;&lt;div class="entry-content article" style="text-align: justify;"&gt;A fiscalização da venda de bebidas alcoólicas tem aumentado, mas Barbosa lamenta que o comércio no entorno e até a presença de traficantes que se infiltram no desfile não são coibidos. Para o professor, “a Bantantã chama para caminhar juntos na perspectiva da sociedade mais comunitária”. “A gente defende o carnaval como cultura popular, se contrapondo ao carnaval das quatro paredes, televisivo, que visa ao lucro, em que as pessoas aplaudem e não participam”, afirma.&lt;/div&gt;&lt;div class="entry-content article" style="text-align: justify;"&gt;“A Bantantã, ao contrário, resiste na luta pela volta dos carnavais de rua, onde as pessoas se juntam de forma espontânea e são incentivadas a sair pela rua chamando gente humilde para brincar”, diz. “Aí vem a ordem institucional e cria todo tipo de obstáculos. Nós, como simples cidadãos defensores do Estado de Direito, respeitamos, mas a toda hora surgem novos obstáculos.”&lt;/div&gt;&lt;div class="entry-content article" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="entry-content article" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="entry-content article" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="entry-content article" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="author vcard"&gt;*Publicado em &lt;a href="http://www5.usp.br/editorias/noticias/cultura/" rel="category tag" title="Ver todos os posts em Cultura"&gt;Cultura&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www5.usp.br/editorias/uspdestaque/" rel="category tag" title="Ver todos os posts em USP Online Destaque"&gt;USP Online Destaque&lt;/a&gt; por &lt;a href="http://www5.usp.br/author/usponlineusp-br/"&gt;Redação&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="published"&gt;em &lt;abbr class="published-time" title="17 de fevereiro de 2012 - 18:42"&gt; 17 de fevereiro de 2012&lt;/abbr&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="entry-content article" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="entry-content article" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="entry-content article" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="published"&gt;&lt;abbr class="published-time" title="17 de fevereiro de 2012 - 18:42"&gt;Esse é antigo,&lt;/abbr&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="entry-content article"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://2.gvt0.com/vi/VN6Kr5jFogY/0.jpg"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/VN6Kr5jFogY&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/VN6Kr5jFogY&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="published"&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;...&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8939805871034394634-3888937515147951291?l=florada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://florada.blogspot.com/feeds/3888937515147951291/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://florada.blogspot.com/2012/02/porque-o-carnaval-nao-e-mais-como-em.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8939805871034394634/posts/default/3888937515147951291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8939805871034394634/posts/default/3888937515147951291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://florada.blogspot.com/2012/02/porque-o-carnaval-nao-e-mais-como-em.html' title='Porque o carnaval não é mais como em outros carnavais'/><author><name>Maristela Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04248873560178917075</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-VWINk7OQRj0/TzbKD2ERtVI/AAAAAAAAAE4/ouKUVmAVnlo/s220/428673_332973663392238_100000388225424_1022779_1196866352_n.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8939805871034394634.post-731271741494535525</id><published>2012-01-10T02:59:00.004-02:00</published><updated>2012-01-10T23:26:00.637-02:00</updated><title type='text'>O recesso tão esperado chegou</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Esse ano não foi nada fácil. Chorei algumas vezes diante das dificuldades encontras no caminho. Eu nunca pensei que fosse fácil... Mas há também&amp;nbsp;os&amp;nbsp;acontecimentos que precisamos dividir, pela capacidade de diminuir as barreiras, Suavisando o caminhar. &amp;nbsp;Minha relação com os meus alunos. Sim, são meus. E aquele que mexer com um deles, prepare-se. Não brinco de ser professora. E eles,&amp;nbsp; com o tempo, percebem&amp;nbsp;que não é interessante brincar de&amp;nbsp;ser aluno. É pra valer. Por isso, as conturbações. Não finjo que esta tudo bem e descanso. Tem que estar tudo bem e não canso. Ah, sim, os acontecimentos. Desculpe-me. Eu recebo muitas cartinhas dos alunos. Cada uma delas, recheada de iguarias finas, melhora o meu caminhar na profissão. Neste ano, apesar das dificuldades encontradas no começo, recebi muitas. Mas, sete delas, foram além do me fazer bem. Seis foram das alunas da Quarta Série B. Em cada linha, elas foram muito mais do que elogios, sempre bem-vindos, pontuaram a importância do professor que sabe ouvir. Respeitando-as. Exemplificaram os conteúdos que amaram e, segundo elas, jamais esquecerão, de tão legal que foi aprender. Meu dia já estava ganho. Então fui para a outra escola e recebi uma carta da Solange, aluna da EJA (Educação de Jovens e Adultos) Ela escreveu assim: “ eu gostei muito da sala de leitura porque eu comecei a me interessar por leitura e amei demais os livros. Quando comecei eu lia sem atenção mas aprendi com você como é gostoso a gente começar a entender o que esta lendo. Parece que a gente é da história; é muito legal. Comecei a ler um livro e senti que fazia parte daquela história. Cheguei a ouvir o barulho do trem e senti o cheiro do capim também. Parecia que eu estava assentada em uma cadeira daquelas que só vemos em filmes, me senti como se eu estivesse em uma viagem de trem. Foi muito bom...” Disse também: “ vou sentir&amp;nbsp;saudade e&amp;nbsp;agora levo o livro para o trabalho. Leio no ônibus e qualquer tempo que arrumo é para viajar nas histórias”. Ah..., sentiu a poesia? Foi uma das coisas mais emocionantes que li. Foi lindo. Voltei para casa com o sorriso me rasgando os lábios, totalmente boba. Ai no outro dia teve reunião de pais da Quarta Série B e um grupo de alunos, na hora da reunião, quiseram me agradecer dizendo que eu fiz a diferença na vida deles. E para acabarem de vez comigo, as mães me aplaudiram pela dedicação e pelo entusiasmo que perceberam nas crianças depois das minhas aulas. As mães repetiram os que as meninas escreveram nas cartinhas. Disseram até que conversaram muito entre elas, sobre o aumento do interesse pelos estudos, pelos trabalhos e, principalmente, pela leitura.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Ah..., de novo ah! Só consigo dizer isso. Preciso falar como ficaram meus olhos? Eu poderia guardar isso pra mim, no entanto não seria justo. Se eu desabafei a incompreensão, a “&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;burrocracia”&lt;/i&gt; e a falta de apoio de alguns nessa minha caminhada, minha obrigação é externar a emoção que senti ao constatar que nadar contra a corrente é preciso e vale à pena. São essas coisas que me fazem sorrir na profissão. E se querem saber, eu fiquei envaidecida sim! Porque eu faço com amor. Porque o desprestigio não me atingiu. Porque eu fiquei muito, muito feliz em ver o resultado das minhas noites mal dormidas, das minhas horas dedicadas em casa, sem remuneração, e principalmente, das minhas conversas sobre a necessidade de cada um daqueles alunos se enxergarem como cidadãos. Com direitos e deveres. Eu sugeri livros e pesquisas, no entanto, se elas não quisessem, seria apenas uma boa aula. Foi além. Elas buscaram o meu esforço, me fizeram estudar mais e me sentir viva. Elas me fizeram sorrir mesmo com todas as dificuldades encontradas. E o ano letivo terminou muito, muito mais bonito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;em&gt;Sabe. Minhas conversas aqui, sempre foram sinceras. Não seria agora que faria um charminho ou utilizaria a falsa modéstia. Eu quero muito no próximo ano letivo ter mais histórias como essas para contar. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Não é sempre assim. Não é... Não disfarço a minha vontade de ser admirada e respeitada pelo que faço. Eu quero que seja diferente. Eu poderia ter um pudor, guardar o que sinto nesse momento. Resolvi não fazer isso. Ainda que nos próximos dias me arrependa de não ter guardado um pouco mais [ escrevi no finalzinho de dezembro]. A vaidade aqui, não é sinônimo de soberba. É a felicidade de me achar perto, novamente, do que me fez sair de casa e cursar Pedagogia... Eu encontrei motivos de gostar de verdade da escola, em um cursinho *pré-vestibular. Consegui uma bolsa lá e convivi com professores que foram além das minhas expectativas. Tudo era muito, muito difícil pra mim depois de oito anos fora da escola, mas ir lá era prazeroso. Era encantador ver os conteúdos serem ensinados de um jeito tão natural que prendiam a minha atenção. Tinha umas matérias que eu não entendia nada, mas não conseguia sair da sala. Alguma coisa eu aprendia. Eu sentia os cheiros das coisas também. Assim, como a Solange. Meu pensamento era: ah, eu queria que fosse igual para as crianças. Que elas pudessem ter essa sensação antes do vestibular. Foi um dos motivos que me fizeram mudar a opção de curso. Gosto muito de ser professora. Não sei se é para sempre, mas sei que só não será quando eu tiver que fingir.&lt;/em&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;*&amp;nbsp;AACP, Ah... rs Que saudade.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8939805871034394634-731271741494535525?l=florada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://florada.blogspot.com/feeds/731271741494535525/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://florada.blogspot.com/2012/01/o-recesso-tao-esperado-chegou.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8939805871034394634/posts/default/731271741494535525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8939805871034394634/posts/default/731271741494535525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://florada.blogspot.com/2012/01/o-recesso-tao-esperado-chegou.html' title='O recesso tão esperado chegou'/><author><name>Maristela Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04248873560178917075</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-VWINk7OQRj0/TzbKD2ERtVI/AAAAAAAAAE4/ouKUVmAVnlo/s220/428673_332973663392238_100000388225424_1022779_1196866352_n.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8939805871034394634.post-2656200218137848066</id><published>2011-12-12T05:46:00.002-02:00</published><updated>2012-01-18T13:12:28.112-02:00</updated><title type='text'>Nu artístico.</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Não saiu na playboy, mas a vergonha exposta arrancou suspiros. Cada um a sua maneira. No ambiente de trabalho, por exemplo, quem não tinha visto, logo de manhã foi informado da farrinha da noite anterior  e assim,  o assunto se espalhava. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;O pudor não faz muito sentido diante da inocência perdida. A inexistência de motivos para querer brincar, justifica-se pelo desprestigio escancarado. E não é sensato tecer qualquer tipo de julgamento. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Não, não é que não dê mais vontade, passou o frisson, superado pela ausência de paixão de alguns. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Fica o amor. Sem ele, pode-se substituir por maquinas. Lingeries são muito pessoais apesar de servir em muitos e muitas. E não adianta insistir, cada um tem o seu número, sua própria medida...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Aprendi que insistir é não respeitar. Por mais doído que seja, tentarei ignorar a falta de compostura e as ausências de posicionamentos. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Não disse que ficarei calada ou afirmei acostumar. Desisti de discutir com quem não acredita em mudanças e possibilidades. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;A vergonha é substituída por outras pautas e assim caminham todos: desacreditados. Cansados, não tentam mais, preferem a não exposição e, com isso, afastam os olhares. Passividades consentidas e convertidas em conveniências... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Quando acabam algumas reportagens sobre a educação no Brasil, fica a dúvida se de alguma maneira valeu a pena nos despir perante a sociedade. Descobrir nossas vergonhas, nossas mãos atadas, nossos peitos adoentados. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Nossas culpas descabidas. Como se a solução dependesse apenas da nossa dedicação entre quatro paredes...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Providências longínquas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;O que acontece depois da exposição?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8939805871034394634-2656200218137848066?l=florada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://florada.blogspot.com/feeds/2656200218137848066/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://florada.blogspot.com/2011/12/nu-artistico.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8939805871034394634/posts/default/2656200218137848066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8939805871034394634/posts/default/2656200218137848066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://florada.blogspot.com/2011/12/nu-artistico.html' title='Nu artístico.'/><author><name>Maristela Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04248873560178917075</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-VWINk7OQRj0/TzbKD2ERtVI/AAAAAAAAAE4/ouKUVmAVnlo/s220/428673_332973663392238_100000388225424_1022779_1196866352_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8939805871034394634.post-9193977656354937268</id><published>2011-10-15T16:12:00.000-03:00</published><updated>2011-10-16T20:10:13.008-02:00</updated><title type='text'>Aos Mestres, meu carinho...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Quando eu era pequena e assisti “ao mestre, com carinho”, fiquei emocionada... Sempre gostei dessa possibilidade, dessa opção de ser ponte para tantas outras profissões tão importantes. Hoje, às vezes com medo, insisto na bandeira do que é lindo: sou professora. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;E aprendo todos os dias...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://2.gvt0.com/vi/Pz4vQM_EmzI/0.jpg" height="266" width="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Pz4vQM_EmzI&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/Pz4vQM_EmzI&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8939805871034394634-9193977656354937268?l=florada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://florada.blogspot.com/feeds/9193977656354937268/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://florada.blogspot.com/2011/10/aos-mestres-meu-carinho.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8939805871034394634/posts/default/9193977656354937268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8939805871034394634/posts/default/9193977656354937268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://florada.blogspot.com/2011/10/aos-mestres-meu-carinho.html' title='Aos Mestres, meu carinho...'/><author><name>Maristela Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04248873560178917075</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-VWINk7OQRj0/TzbKD2ERtVI/AAAAAAAAAE4/ouKUVmAVnlo/s220/428673_332973663392238_100000388225424_1022779_1196866352_n.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8939805871034394634.post-7302710814798386782</id><published>2011-10-09T14:07:00.000-03:00</published><updated>2011-10-09T14:07:19.798-03:00</updated><title type='text'>O uso do blog como ferramenta pedagógica</title><content type='html'>&lt;h4 class="excerpt"&gt;Favorece a participação coletiva, formando autores, coautores, leitores assíduos e alunos mais envolvidos com a leitura e a escrita&lt;/h4&gt;&lt;h5 class="author"&gt;Por Claudia Rodrigues*&lt;/h5&gt;&lt;div class="tac" style="text-align: center;"&gt;&lt;img alt="O uso do &amp;lt;i&amp;gt;blog&amp;lt;/i&amp;gt; como ferramenta pedagógica" src="http://univesp.ensinosuperior.sp.gov.br/media/paginas/images/2400/2304-2.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="atclear"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;script src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#username=moraga" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &amp;nbsp; &lt;br /&gt;A inquietação é o que move um professor. Essa lição eu aprendi nos primeiros dias da faculdade, influenciada por alguns professores que desenvolviam pesquisas sobre a prática de ensino. Durante a graduação, eu acreditava que essa inquietação era apenas a ansiedade e o desejo de dar aulas. Mas, com o tempo, entendi que se inquietar diante das adversidades de uma sala de aula trata-se mais de um perfil que o educador deve desenvolver.&lt;/div&gt;&lt;div class="text wrap" style="text-align: justify;"&gt;Muitos professores têm a mesma inquietação: reconhecemos a importância da tecnologia para o ensino e a aprendizagem, mas sabemos pouco o que fazer com ela. Sem muita informação, abre-se espaço para as velhas crenças: a tecnologia vai substituir o professor e a internet irá acabar com a linguagem. Enfim, são crenças ultrapassadas que mascaram o medo do professor inovar.&lt;/div&gt;&lt;div class="text wrap" style="text-align: justify;"&gt;Antes de iniciar minha pesquisa de mestrado, minha inquietação era sobre como trabalhar com tecnologia em sala de aula. Não tinha conhecimento, mas era movida pela tese de que deveríamos deixar de lados os modismos e procurar pôr práticas eficientes, que pudessem colaborar mais com o ensino. Assim, realizei uma pesquisa empírica na tentativa de compreender melhor o uso da tecnologia em sala e estabelecer parâmetros de uso do recurso com maior eficiência. Como fundamentação do estudo, destaquei a importância da tecnologia no contexto educacional e a emergência de novos gêneros discursivos nas aulas de português. Esses pontos levaram também à revisão da prática de ensino que hoje não pode excluir a linguagem e a comunicação que ocorrem na internet.&lt;/div&gt;&lt;div class="text wrap" style="text-align: justify;"&gt;O objetivo central da pesquisa foi o de estudar como o &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt; poderia ser utilizado enquanto estratégia motivadora para o ensino de escrita na escola. Os caminhos me levaram a um estudo voltado para a pesquisa-ação, já que o ponto de partida era o contexto em que eu trabalhava. As ferramentas pedagógicas que tinha a meu dispor e o que sabia sobre elas exigiam uma mudança de postura pedagógica, pois, embora considerasse a internet um recurso legítimo e contemporâneo para o trabalho em sala de aula, pouco sabia o que fazer com a tecnologia durante as aulas.&lt;/div&gt;&lt;div class="text wrap" style="text-align: justify;"&gt;Inicialmente, elaborei um &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt; que tinha como proposta verificar a validade de minhas concepções. Foi um fracasso. Embora ele indicasse um alto número de acessos, havia apenas uma participação. Ao buscar pistas que pudessem responder o porquê do insucesso, a análise dos dados apontou que o espaço tinha um dono: o professor, já que o &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt; era centralizado em sua imagem, suas intenções, suas crenças, seus objetivos e suas leituras. Os alunos não participavam porque não entendiam a tarefa. O intuito do &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt; estava distante deles. No começo, pensei em abandonar o estudo e reconhecer que a relação internet e ensino era verdadeiramente uma “moda”. Mas as pistas sinalizavam também para outras descobertas.&lt;/div&gt;&lt;div class="text wrap" style="text-align: justify;"&gt;Na verdade, o &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt; revelou tudo o que não se deve fazer quando se usa tecnologia em sala de aula. O insucesso conduziu a um novo estudo que foi formatado a partir das pistas que orientavam o que não dá certo com o uso da tecnologia para o ensino. Se o &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt; anteriormente era do professor, passou a ser dos alunos, novos produtores ativos na construção e elaboração da tarefa. Mas a intenção original do trabalho foi mantida: em sala iniciavam-se as discussões, que prosseguiam no ambiente virtual – já que a falha não foi o recurso e sim a metodologia do professor.&lt;/div&gt;&lt;div class="text wrap" style="text-align: justify;"&gt;O resultado foi o envolvimento dos alunos com outras disciplinas para a coleta de dados, discussão e publicação dos textos nos &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt;&lt;em&gt;s&lt;/em&gt;. O interesse pela leitura e escrita aumentou quantitativa e qualitativamente, se comparado ao manifestado nas aulas tradicionais que ministrava. O envolvimento dos alunos nas aulas também foi diferenciado.  Era visível a inquietação deles em pesquisar, buscar dados, saber o que os colegas estavam escrevendo, solicitar a leitura do colega antes do texto ser publicado, bem como foi possível perceber também a busca em outras fontes de informação, não somente aquelas indicadas pelo professor. Os alunos passaram a ser verdadeiramente ativos, aplicando autonomia na aprendizagem.&lt;/div&gt;&lt;div class="text wrap" style="text-align: justify;"&gt;Sobre o uso da linguagem nos &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt;&lt;em&gt;s&lt;/em&gt;, os alunos mostraram a familiaridade com construções hipertextuais e com integração de linguagens. Os textos disponibilizados para os leitores virtuais incluíam links para outras mídias, gêneros e tipos textuais. A escrita convencional não seria o suficiente para esta dinâmica. E, ao contrário do que muitos estudiosos pensam, os alunos se preocuparam mais com a escrita, com o desenvolvimento do discurso, a argumentação dos textos. Isso porque o &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt; é um ambiente público, e eles não teriam o controle de quem e quando seriam lidos os seus textos. O professor deixou de ser o único leitor.&lt;/div&gt;&lt;div class="text wrap" style="text-align: justify;"&gt;A pesquisa mostrou os desafios que teremos que enfrentar para mudar nossos modos de ensino mais tradicionais. Além de superar antigos problemas já debatidos na literatura sobre ensino de língua materna, hoje temos que ter, igualmente, a preocupação em favorecer o acesso à comunicação no meio digital. E o uso do &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt; como tarefa de sala de aula favorece a prática de produção textual porque promove maior engajamento dos alunos, propicia a leitura de uma diversidade de gêneros disponibilizados na internet, gera debates mediados pela escrita. O trabalho com &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt;&lt;em&gt;s&lt;/em&gt; em aulas de produção textual é favorável devido ao seu contexto de produção. As aulas tradicionais têm em média 50 minutos e, quando a aula termina, o conteúdo é finalizado. No &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt; não há limitação de tempo. Várias outras ferramentas são utilizadas para otimizar as discussões, como a hipermídia e a multimídia.&lt;/div&gt;&lt;div class="text wrap" style="text-align: justify;"&gt;O &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt;, como ferramenta para o professor, é uma possibilidade de aperfeiçoar o seu trabalho, estendendo a sua disciplina no tempo e no espaço, que pode ser usado para oferecer outras fontes de pesquisa para o aluno. É dinâmico para a argumentação, leitura, questionamento, crítica. O &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt; favorece a participação coletiva, formando autores, coautores, leitores assíduos e alunos mais envolvidos com a leitura e a escrita. O &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt; pode servir como um diário de bordo, como espaço de discussão de temas entre professor e aluno, ser utilizado como resultado de uma pesquisa que foi desenvolvida em sala, entre inúmeras utilidades que ainda estão por vir.&lt;/div&gt;&lt;div class="text wrap" style="text-align: justify;"&gt;A ferramenta em discussão, o &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt;, é na verdade apenas mais um espaço – entre tantos que o professor pode explorar –, um pretexto para entender que o uso de tecnologia na escola é inevitável. Enquanto os professores têm resistência em aderir aos gêneros digitais, nossos alunos respiram tecnologia. Trazer este aluno para a sala de aula exige dinamismo. Neste sentido, a tecnologia pode contribuir. No entanto, o uso das páginas digitais demanda mudanças sensíveis no perfil do professor: ele deixa de ser o fornecedor dos textos, aquele que controla o debate e avalia os textos produzidos. O professor passa a ser mais um orientador e, embora ainda avalie e dê nota ao conteúdo produzido no &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt;, na prática deixa de ser o leitor-alvo dos textos.&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;div class="text wrap" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;* &lt;strong&gt;Claudia Rodrigues &lt;/strong&gt;é professora do ensino médio do Colégio Marista de Uberlândia e autora da pesquisa&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="text wrap" style="text-align: justify;"&gt; O uso de blogs como estratégia motivadora para o ensino de escrita na escola&lt;em&gt;, Unicamp, 2008.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="text wrap" style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="text wrap" style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Arte: Luiz Carlos Ferreira&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8939805871034394634-7302710814798386782?l=florada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://florada.blogspot.com/feeds/7302710814798386782/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://florada.blogspot.com/2011/10/o-uso-do-blog-como-ferramenta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8939805871034394634/posts/default/7302710814798386782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8939805871034394634/posts/default/7302710814798386782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://florada.blogspot.com/2011/10/o-uso-do-blog-como-ferramenta.html' title='O uso do blog como ferramenta pedagógica'/><author><name>Maristela Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04248873560178917075</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-VWINk7OQRj0/TzbKD2ERtVI/AAAAAAAAAE4/ouKUVmAVnlo/s220/428673_332973663392238_100000388225424_1022779_1196866352_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8939805871034394634.post-66764398953145966</id><published>2011-09-07T16:06:00.000-03:00</published><updated>2011-11-23T19:56:44.605-02:00</updated><title type='text'>Acontece</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;"Já estamos acostumados&lt;br /&gt;A não termos mais nem&lt;span style="color: red;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://letras.terra.com.br/legiao-urbana/22493/"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;isso&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;"...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Já faz um tempo que, preocupada, vinha observando uns alunos. Trouxe-lhes atividades diferenciadas, chamei-os para mais perto de mim, tentei conversar e nada. Nada faz com&amp;nbsp; que se interessem e participem&amp;nbsp;da aula. Eu não tenho só eles na sala, sabe. Então faço o que posso e divido a atenção com os meus trinta e cinco alunos. Fico endividada com outros. É que são tão companheiros, tão entusiasmados com as matérias, com as atividades preparadas, com a vontade de aprender que, enquanto eles refletem e buscam mais conhecimento, eu insisto e dedico um tempo maior na preocupação com alguns que me tiram o sono [porque ainda não consegui deixar o trabalho e ir pra casa]. Levo comigo e permanece em todos os meus atos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;div align="justify" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;Você pode pensar que objetivo foi alcançado, pois, estão refletindo, e não digo que a razão está longe de ser sua, no entanto, são crianças e precisam de orientação também. É nessa hora que me sinto endividada. Tenho muitos alunos com dificuldades que são interessadíssimos e também outros com uma sede de conhecimento &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;e assim, juntos, inspiram-me a permanecer, a buscar sempre mais, por eles. O que me chateia é ter que dedicar um tempo maior a indisciplina.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Hoje, eu não leio mais nada sem pensar neles. No que posso fazer para incentivá-los, para intrigá-los e tentar, de alguma maneira cativá-los. Sem mencionar os passeios e as compras que sempre me remetem a algum material de apoio pedagógico.&amp;nbsp;Não estou professor...&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Um desses alunos que me tiram o sono gosta muito de conversar. Isso acontece com frequência e quando estou explicando a matéria me desaponto com a atitude dele, pois não importa o que eu faça, bagunçar na sala de aula, sempre vai ser mais interessante. Já tentei conversar sobre o que ele gosta de fazer, o que faz quando esta em casa, o que ele espera aprender na escola, aulas externas, materiais concretos, brincadeiras, jogos&amp;nbsp;e nada. Nada o faz parar de somente "brincar" em sala de aula... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Decidi então conversar com os pais. E como trabalham e não podem vir à escola, mandei-lhes um bilhete contando a minha preocupação, pedindo ajuda para que, juntos, pudéssemos mostrar a importância do respeito. Para minha surpresa a resposta veio três dias depois: “Professora, eu educo o meu filho, cabe ao professor fazer sua parte”. E o aluno, envaidecido, pela resposta da mãe, esperou a minha reação. Não pude ajudá-lo. Calei-me por um momento, pela tristeza que senti.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Confesso que este bilhete me entristeceu porque eu não mencionei os palavrões, as brigas, os desacatos sofridos tanto por mim, quanto pelos colegas da classe. Não mencionei a falta de materias [sempre esquece lápis e caderno] porque meu desejo era de alguma maneira trazer esse aluno para o convívio saudável dentro de sala. Era fazer com que os colegas confiassem nele e trabalhassem em grupo pela amizade e não pelo&amp;nbsp;medo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Minha tristeza foi perceber que quando eu me predispus a não ignorar um problema em sala de aula, este, virou-se contra mim. Como se a culpa fosse minha. A criança sai de casa sem os materiais e a culpa é do professor! Ele utiliza palavrões para se comunicar e agride os colegas antes do inicio das aulas e a culpa continua sendo do professor! &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Recusa-se a fazer a lição, participar da aula e ao que tudo indica esta apenas&amp;nbsp;desenvolvendo a sua autonomia. Simplesmente não quer fazer e também não pensa&amp;nbsp;que tem que ter um motivo para se negar a fazer. E mesmo quando essa negação implica conturbar o andamento da aula, mesmo assim, ele, simplesmente externa a sua vontade...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;No fundo eu já sabia que pedir ajuda a alguns pais podia ser frustrante. Essas costas largas atribuída ao professor caíram feito luva. Há um problema, mas se posso jogar para o outro, porque me indispor? Fiquei triste porque em nenhum momento, busquei culpados. Minha intenção com o bilhete foi pedir ajuda quando todos os esforços dentro da escola foram utilizados. Eu poderia ignorar esse aluno e continuar a aula com quem esta, realmente, interessado. Não o fiz. Minha intenção era mostrar ao aluno que estamos pensando no melhor para ele. Por isso tentei a ajuda dos&amp;nbsp;pais...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Um colega de profissão me disse que sonho demais, sorri porque gosto de sonhar que é possivel sim. Ele sorriu também e disse-me: "m&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;as, se não comparecem para saber quem é que vai acompanhar o processo de aprendizagem de seu filho durante o ano já nos dão uma dica de como vai ser o relacionamento, não é mesmo? Calei-me novamente...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;A semana continua. Apesar da tristeza,&amp;nbsp;em paz com a minha consciência. Insistirei com esse aluno. Com os outros também. Infelizmente, sem o apoio de alguns pais.&lt;em&gt; Educar(a)dor&lt;/em&gt;,&amp;nbsp;nela. Acontece... &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8939805871034394634-66764398953145966?l=florada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://florada.blogspot.com/feeds/66764398953145966/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://florada.blogspot.com/2011/09/acontece.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8939805871034394634/posts/default/66764398953145966'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8939805871034394634/posts/default/66764398953145966'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://florada.blogspot.com/2011/09/acontece.html' title='Acontece'/><author><name>Maristela Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04248873560178917075</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-VWINk7OQRj0/TzbKD2ERtVI/AAAAAAAAAE4/ouKUVmAVnlo/s220/428673_332973663392238_100000388225424_1022779_1196866352_n.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8939805871034394634.post-4592413012216237373</id><published>2011-09-04T16:09:00.000-03:00</published><updated>2011-09-04T16:09:43.958-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Pensei em não postar, mas apesar de ser antigo, a realidade, infelizmente, &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;o faz atual...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://2.gvt0.com/vi/3aTbwLIBIK4/0.jpg"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/3aTbwLIBIK4&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/3aTbwLIBIK4&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8939805871034394634-4592413012216237373?l=florada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://florada.blogspot.com/feeds/4592413012216237373/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://florada.blogspot.com/2011/09/pensei-em-nao-postar-mas-apesar-de-ser.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8939805871034394634/posts/default/4592413012216237373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8939805871034394634/posts/default/4592413012216237373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://florada.blogspot.com/2011/09/pensei-em-nao-postar-mas-apesar-de-ser.html' title=''/><author><name>Maristela Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04248873560178917075</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-VWINk7OQRj0/TzbKD2ERtVI/AAAAAAAAAE4/ouKUVmAVnlo/s220/428673_332973663392238_100000388225424_1022779_1196866352_n.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8939805871034394634.post-4697978292242528092</id><published>2011-08-26T23:45:00.000-03:00</published><updated>2011-08-28T20:36:53.715-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;“Paulo tinha fama de mentiroso.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Um dia chegou em casa dizendo que vira no campo dois dragões-da-independência cuspindo fogo e lendo fotonovelas.&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;A mãe botou-o de castigo, mas na semana seguinte ele veio contando que caíra no pátio da escola um pedaço de lua, todo cheio de buraquinhos, feito queijo mesmo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Desta vez, Paulo não só ficou sem sobremesa como foi proibido de jogar futebol durante quinze dias.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Quando o menino voltou falando que todas as borboletas da Terra passaram pela chácara de Siá Elpídia e queriam formar um tapete voador para transportá-la ao sétimo céu, a mãe decidiu levá-lo ao médico. Após o exame, Dr. Epaminondas abanou a cabeça: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;-Não há nada a fazer, Dona Coló. Este menino é mesmo um caso de poesia.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;em&gt;[Carlos Dummond Andrade]&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8939805871034394634-4697978292242528092?l=florada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://florada.blogspot.com/feeds/4697978292242528092/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://florada.blogspot.com/2011/08/paulo-tinha-fama-de-mentiroso.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8939805871034394634/posts/default/4697978292242528092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8939805871034394634/posts/default/4697978292242528092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://florada.blogspot.com/2011/08/paulo-tinha-fama-de-mentiroso.html' title=''/><author><name>Maristela Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04248873560178917075</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-VWINk7OQRj0/TzbKD2ERtVI/AAAAAAAAAE4/ouKUVmAVnlo/s220/428673_332973663392238_100000388225424_1022779_1196866352_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8939805871034394634.post-2474232693706584729</id><published>2011-07-13T13:35:00.000-03:00</published><updated>2011-07-13T13:35:18.459-03:00</updated><title type='text'>Vida Maria</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://0.gvt0.com/vi/seW8Imb8u-g/0.jpg"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/seW8Imb8u-g&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/seW8Imb8u-g&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8939805871034394634-2474232693706584729?l=florada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://florada.blogspot.com/feeds/2474232693706584729/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://florada.blogspot.com/2011/07/vida-maria.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8939805871034394634/posts/default/2474232693706584729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8939805871034394634/posts/default/2474232693706584729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://florada.blogspot.com/2011/07/vida-maria.html' title='Vida Maria'/><author><name>Maristela Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04248873560178917075</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-VWINk7OQRj0/TzbKD2ERtVI/AAAAAAAAAE4/ouKUVmAVnlo/s220/428673_332973663392238_100000388225424_1022779_1196866352_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8939805871034394634.post-5602261698787318311</id><published>2011-05-19T23:52:00.000-03:00</published><updated>2011-05-19T23:52:26.952-03:00</updated><title type='text'>Amanda</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://0.gvt0.com/vi/yFkt0O7lceA/0.jpg"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/yFkt0O7lceA&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266" src="http://www.youtube.com/v/yFkt0O7lceA&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Porque ela foi essencial. E compartilhou as angústias que, muitas vezes, são tratadas como mero desabafo inútil, pela falta de atenção. É bom sentir o sangue percorrer. [Re] viver. Sentir, ainda que em pequena quantidade, soar o grito de quem não quer mais se deixar emudecer ao fingir que não percebe a hipocrisia, a falta de decoro, as palavras prontas, cheias de descaso e vazias de respeito.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8939805871034394634-5602261698787318311?l=florada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://florada.blogspot.com/feeds/5602261698787318311/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://florada.blogspot.com/2011/05/amanda.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8939805871034394634/posts/default/5602261698787318311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8939805871034394634/posts/default/5602261698787318311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://florada.blogspot.com/2011/05/amanda.html' title='Amanda'/><author><name>Maristela Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04248873560178917075</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-VWINk7OQRj0/TzbKD2ERtVI/AAAAAAAAAE4/ouKUVmAVnlo/s220/428673_332973663392238_100000388225424_1022779_1196866352_n.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8939805871034394634.post-191894087109830305</id><published>2011-04-06T21:49:00.000-03:00</published><updated>2011-05-01T21:53:41.848-03:00</updated><title type='text'>Horizonte</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo Freire cutucou aqueles que passaram a tentar enxergar a educação, com suas idéias. E, de repente, lá estávamos todos, mexidos, pensando no quanto poderia ser interessante uma relação dialógica. Daquelas bem bonitas, horizontal. Horizonte dificilmente não é belo e simples. Posto a visão, possibilidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indico esse vídeo, sem deixar de atentar as dificuldades encontradas no cotidiano do educador. A relação dedicação X tempo disponível para, existe. É preciso muito mais do que teoria. O educador em sua bagagem tem que ter compaixão. Só assim, enquanto as políticas publicas e a valorização do profissional do magistério cambaleiam entornando doses diarias de descasos. Educadores, consciente de sua posição profissional, doam-se para que meninos e meninas não fiquem desprotegidos na invisibilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas esses educadores também são gente e, necessitam de relações sociais básicas, não nos esqueçamos disso. É aí que tudo fica complicado. Como é que conseguem trabalhar no mínimo dez horas em sala de aula para sobreviver, preparar aula e atividades diferenciadas, corrigi-las para diagnosticar as intervenções necessárias e refletir sobre suas ações sem adoecer ou abrir mão de uma vida social fora do trabalho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme, interessante e apropriado, mostra que uma educação mais humana e inclusiva é possível, sim. E dá exemplos simples da humanização além sala de aula ao mostrar um professor que enxerga o mundo e as pessoas. Ajudando-as em suas dificuldades mais simples, como auxiliar uma mãe trocar um filho no ônibus e dar alimento a um garoto no caminho da casa dos pais de um de seus alunos de nove anos que, ao que tudo indica, tem dislexia e é incompreendido por todos que o julgam indisciplinado e preguiçoso quando as letras parecem ser dançantes e não demonstram o menor sentido ao garoto. Se atentarmos bem para os detalhes do filme fica claro a falta de tempo que, de certa forma, desestabiliza a organização familiar e escolar do estudante, aumentando-lhe as dificuldades de aprendizagem, mas não conseguiu mostrar a vida do professor fora da escola. Será que sobraria tempo para os pais, irmãos, esposa, filhos, opção religiosa e um cineminha de vez em quando?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A intenção aqui é indicar um filme agradável de ver e que, no final, acompanha-nos por um bom tempo requerendo de nós, uma reflexão. E já que essa é a ideia, pergunto: até que ponto é justo enxergar a educação como um gesto de altruísmo e abrir mão de estabelecê-la como profissão?&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://2.gvt0.com/vi/hCAPDz542Qo/0.jpg" height="266" width="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/hCAPDz542Qo&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266" src="http://www.youtube.com/v/hCAPDz542Qo&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" id="content"&gt;&lt;div class="pensa"&gt;&lt;blockquote&gt;“Não basta saber ler que Eva viu a uva. É preciso compreender qual a posição que Eva ocupa no seu contexto social, quem trabalha para produzir a uva e quem lucra com esse trabalho.” [ Paulo Freire]&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8939805871034394634-191894087109830305?l=florada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://florada.blogspot.com/feeds/191894087109830305/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://florada.blogspot.com/2011/04/horizonte.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8939805871034394634/posts/default/191894087109830305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8939805871034394634/posts/default/191894087109830305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://florada.blogspot.com/2011/04/horizonte.html' title='Horizonte'/><author><name>Maristela Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04248873560178917075</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-VWINk7OQRj0/TzbKD2ERtVI/AAAAAAAAAE4/ouKUVmAVnlo/s220/428673_332973663392238_100000388225424_1022779_1196866352_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8939805871034394634.post-3668231793175012753</id><published>2011-03-19T12:38:00.000-03:00</published><updated>2011-03-31T14:11:58.740-03:00</updated><title type='text'>Especial</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh4.googleusercontent.com/-5HwGBwujn_U/TXvCa40pgUI/AAAAAAAAACs/ABgc7te643U/s1600/tulip.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="272" q6="true" src="https://lh4.googleusercontent.com/-5HwGBwujn_U/TXvCa40pgUI/AAAAAAAAACs/ABgc7te643U/s400/tulip.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: #212121; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;“O essencial é invisível aos olhos”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #212121; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt; line-height: 115%;"&gt;[ Antoine de Saint-Exupéry]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gosto de viajar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao passear por &lt;a href="http://alicefradeteodoro.posterous.com/"&gt;aqui&lt;/a&gt;, li uma reflexão sobre a espera de um bebê. Essa, foi exemplificada a uma viagem sonhada a Itália e, de repente, vê-se em Holanda. O texto discorre sobre como lidar com o que não planejamos, com o diferente, sem perder de vista o que é lindo... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí que também acabei de descer, sem planejar, em Holanda. E a frustração é o despreparo do idioma. O Guia fez-se companhia contaste, mas a complicação se da com a descoberta de que não é mais um passeio descompromissado. A sensação de prova trás desconforto. Como se eu fosse aluna e tivesse um professor ruim para uma matéria tão boa ou um professor muito bom para a aluna que não é boa... Veja só, não da mais pra colocar a culpa em alguém. Por isso a necessidade de perceber as interações está latente. Preciso de atividades concretas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É complicado ter em mãos, só guia escrito, sabe como? Estou disposta a tocar as tulipas [entender mais sobre a sua origem], mas de verdade. Não quero mais que seja distante, como em filmes e fotos. Nem quero que me enganem que não vai ser trabalhoso. Meu lamento é a falta de preparo, confesso. E o julgamento de que para incluir alguém, podemos colocar algo novo nas mãos de outro alguém e depois, cobrar os resultados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esqueci de dizer que cai em Holanda pela profissão. Minha profissão é linda! Sou professora. Deixo as apresentações pra depois só para termos a oportunidade de conversar um tempo sem preconceito. Espero que entendam. Convenhamos que não é nada animador ser professor hoje em dia, mas eu defendo a bandeira do que é bonito. E possibilitar condições para atribuir significados a aprendizagem, orientada em um descobrir caminhos, juntos,&amp;nbsp;esta para além de qualquer explicação ou desprestígio... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora é problema meu também e sinto-me envergonhada de ter chegado a esse ponto. De ter me tocado só agora. É estranho. Muitos comentam e poucos discutem nos locais necessitados, sobre. Às vezes, quem poderia falar, não sabe como e assim seguimos. Angustiando-nos apenas quando nos deparamos com outras línguas. Eu sabia escrever tulipa em inglês e achei que bastava. Afinal é o essencial e, se dominarmos esse idioma, não ficamos tão perdidos no mundo, me perdi. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as tulipas estão na boca do povo... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia ouvi um moço na fila do banco dizer ao moço da frente que não da pra plantá-las no Brasil. –"Não se adaptam”. Não entendo bem, mas gosto delas. Fiquei prestando atenção na conversa. Por causa da profissão, aprendi a me concentrar, mesmo com muito barulho. Olhava-o enquanto ele gesticulava que não dava por causa do clima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, o clima influencia mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o moço da frente não desanimou com o acaloramento da conversa. Feito ar condicionado refrigerou com ponderações, as minhas ideias, enquanto tentava explicar ao moço da fila que é possível sim, induzir a floração. Começou a ficar complicado pra mim, ainda mais quando o moço da frente falou de um tal de bulbo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou à vez do moço e eu fiquei com vergonha de pedir que não fosse antes de terminar a história do bulbo. Sai do banco com a sensação desagradável de desconhecimento. E se o moço da frente estivesse com a razão? E se as tulipas pudessem se adaptar ao clima? Com certeza, se a conversa chegou a esse ponto, já tinham cultivadores e meu jardim estava vazio delas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolvi comprar um guia de tulipas. Um simples, por hora. Minhas moedas valiam menos ali, coisas da vida, de profissão e só. Afinal não é sobre o valor das moedas que falo. Mas consegui entender que elas, as tulipas, são sós. E só, conseguem ser mais bonitas. Não entendo nada de tulipas, ainda. Assim como muitas coisas. Mas quero aprender. A vergonha a gente sente e isso é sinal que não perdemos o bom senso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei de como foi pincelado de leve algumas diferenças na Universidade. Mas o que não sai da minha cabeça foi o dia&amp;nbsp;que a minha sobrinha de cinco anos machucou o pé e uma pediatra de um hospital infantil renomado de São Paulo me disse que não tinha condições de olhá-la porque não estudou sobre os pés das crianças. Não tinha outro médico lá; eu e minha sobrinha saímos do hospital sem socorro ou orientação. Sorte dessa profissional. Não cobram dela responsabilidades para as quais não foi preparada. Isso é coisa para as profissões menos importantes. É o professor que tem obrigação de arranjar tempo para conciliar aspectos teóricos e práticos ligados a aprendizagem e responder por todo o processo... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volto da viagem com experiência boa de contar. Não sou daquelas que acreditam em depósitos. Também não quero um vasinho de tulipa enfeitando a sala. O que conheci, ainda que por pouco tempo, já quero ter o que contar e refletir mais sobre a viagem. Talvez não volte a Holanda, mas passei a enxergar tulipas em todos os lugares. E, tão bom é poder perceber que como nós, são diferentes, tem nossas limitações, são iguais, são flores e flores necessitam de ambiente propício. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quem é que não precisa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foto retirada &lt;a href="http://www.google.com.br/imgres"&gt;daqui&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8939805871034394634-3668231793175012753?l=florada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://florada.blogspot.com/feeds/3668231793175012753/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://florada.blogspot.com/2011/03/o-essencial-e-invisivel-aos-olhos.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8939805871034394634/posts/default/3668231793175012753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8939805871034394634/posts/default/3668231793175012753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://florada.blogspot.com/2011/03/o-essencial-e-invisivel-aos-olhos.html' title='Especial'/><author><name>Maristela Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04248873560178917075</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-VWINk7OQRj0/TzbKD2ERtVI/AAAAAAAAAE4/ouKUVmAVnlo/s220/428673_332973663392238_100000388225424_1022779_1196866352_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh4.googleusercontent.com/-5HwGBwujn_U/TXvCa40pgUI/AAAAAAAAACs/ABgc7te643U/s72-c/tulip.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8939805871034394634.post-8791306209627824017</id><published>2010-12-30T18:16:00.000-02:00</published><updated>2011-01-06T00:02:16.329-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 16.8pt; margin: 0cm 0cm 10pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 16.8pt; margin: 0cm 0cm 10pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: #f4cccc;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; letter-spacing: 0.25pt; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-weight: bold; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; mso-font-kerning: 18.0pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 16.8pt; 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